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Vestibular da UFPR tem dois primeiros lugares


Pela primeira vez na história, o vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) 2021/2022 teve dois primeiros lugares gerais. Os candidatos a uma vaga de Medicina, Giulia Menecucci Paiva Ribeiro e Lucas Fontana Lima França acertaram o mesmo número de questões e obtiveram a mesma nota. A prova tem diversos critérios de desempate e, o último deles, a idade, foi determinante para colocar Giullia, que tem 22 anos, em primeiro lugar.

Lucas, com 17 anos, ficou em segundo lugar por ser mais novo. Apesar da pouca idade e da primeira tentativa, ele já coleciona outras aprovações: o primeiro lugar em Medicina via Enem na UFPR; quarto lugar na PUCPR; quinto lugar na Unicentro e 10.º na UEPG via PSS. Aluno do Colégio Positivo desde o 1.º ano do Ensino Fundamental, ele começou a preparação para o vestibular com o Supermédio já na 1.ª série do Ensino Médio e, em 2021, iniciou o Terceirão no Curso Positivo, com uma rotina de estudos ainda mais intensa. “Eu começava a estudar 7h10 e parava 12h15, almoçava e à tarde tinha aprofundamento até 15h15. Em casa, eram mais três ou quatro horas de estudo”, relembra.

Para Lucas, estudar na UFPR sempre foi um desejo e cursar Medicina estava nos planos desde o início do Ensino Médio. “Estar mais próximo de realizar meu sonho é uma sensação única e inigualável. Em toda a jornada foram vários pontos marcantes, mas acredito que estudar por prazer foi essencial”, completa.

Diferentemente de Lucas, Giulia conquistou a aprovação após seis tentativas. Natural de Cananéia, litoral sul de São Paulo, a jovem veio a Curitiba em 2016 para estudar no Curso Positivo. Desde então, Giulia foi persistente e nunca pensou em desistir. “Meu objetivo sempre foi passar em Medicina, mas jamais acreditei que pudesse ser em primeiro lugar”, confessa. De acordo com ela, no último ano, a rotina foi de muito treino de redação e de provas antigas da UFPR. “Eu assistia todas as aulas, fazia muitos exercícios e estudava a teoria”, explica. A jovem chegou a ser aprovada em Agronomia na UFPR, mas foi apenas uma tática para estudar para provas específicas de Medicina. “Eu sabia que não conseguiria fazer as específicas, então, tentei Agronomia apenas para treinar”, explica.

Para Giulia, a rede de apoio foi essencial para a conquista. “Meu pais e minha irmã foram fundamentais para que eu continuasse. Às vezes, quando eu deixava de acreditar em mim, eles se mantinham acreditando e isso era suficiente pra eu seguir no meu plano. Para passar no vestibular é preciso estar bem em vários aspectos e eu era acolhida. Devo dizer que o mérito dessa vitória também é dos meus professores”, reconhece.

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