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Consumo paranaense em baixa

Queda está em todas as classes sociais e pela primeira vez chegou às classes C, D e E

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), foi a menor dos últimos cinco anos no Paraná. Em abril, o indicador teve a quinta queda consecutiva, e ficou em 109,7 pontos. A retração no consumo dos paranaenses iniciou em dezembro de 2014, mas só chegou a patamar tão baixo nos meses de julho e agosto de 2010, primeiro ano da pesquisa.
A queda mais acentuada ocorreu entre as famílias com renda mensal até dez salários mínimos, entre as quais o indicador ficou em 108,4 pontos neste mês. Em abril de 2014, o indicador era de 139,9 pontos, o que representa um recuo de 22,3% em um ano. Já entre as famílias com rendimento superior, que vinham colocando o pé no freio desde julho do ano passado, a ICF marcou 115,9 pontos em abril, uma redução de 19,4% ao longo de 12 meses.  
Dos sete quesitos pesquisados, três estão na zona negativa, abaixo dos 100 pontos: Perspectiva profissional (96,6 pontos), Nível de consumo atual (87,2) e Perspectiva de consumo para os próximos meses (59,3). Este último foi o que apresentou as maiores quedas, tanto no comparativo mensal, de 21,2%, quanto no anual, de 56,2%.
Emprego
O nível de segurança no emprego também caiu na comparação com o mês anterior, passando de 47,1% dos entrevistados em março para 43,3% em abril. Em abril de 2014 esse índice era de 56%.
Situação de Renda
A situação da renda é considerada melhor em relação ao mesmo período do ano passado para 74,3% dos consumidores. Para as famílias com rendimentos mensais de até dez salários mínimos o percentual é de 73,8% e, nas classes mais altas, de 76,5%.
Acesso a crédito
As restrições ao crédito já são percebidas pelas famílias. Para 30,9% dos paranaenses está mais difícil conseguir um empréstimo, percepção parecida com março (30,7%). Há um ano essa limitação era sentida por 19% dos consumidores.
Momento para consumo de bens duráveis
Para 53,2% das famílias, este ainda é um bom momento para a aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos, TV, som, etc. Em março esse percentual era 62,4% e em abril do ano passado era 76,3%.

fonte: Fecomércio

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