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As cirurgias plásticas na era das selfies

Como a nova forma de tirar autorretratos tem impactado na demanda dos procedimentos estéticos. 


Todos os dias, milhares de pessoas tiram selfies. E não tiram apenas uma, mas, sim, duas, três, quatro, e por aí vai. O que era antes era popular apenas entre grupos jovens, hoje, é praticado por pessoas de diversas idades e classes sociais. O dicionário Oxford, da língua inglesa, incluiu a palavra "selfie" sob a definição de "uma fotografia que você tira de si mesmo, tipicamente feita com um smartphone ou webcam, e compartilhada via mídia social".
Apesar dos autorretratos já existirem, praticamente, desde que a fotografia foi inventada, o novo termo popularizou a prática. Entretanto, alguns dizem que é a possibilidade da foto receber "curtidas", como no Facebook e Instagram, que tornou as selfies um sucesso. Afinal, não basta apenas sorrir, é necessário transmitir uma mensagem para quem verá a foto, como sensualidade, por exemplo.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS, em inglês), a ascensão das selfies teve um grande impacto positivo sobre a indústria da cirurgia plástica facial. Este estudo revelou que um em cada três cirurgiões plásticos faciais constatou um aumento do número de procedimentos que possuíam relação com o fato dos pacientes quererem uma melhor aparência para as fotos postadas nas redes sociais. Também observou-se que, aproximadamente, 13% dos membros da AAFPRS (que são quem participa da pesquisa) identificaram uma grande insatisfação dos pacientes com a aparência em plataformas online.
Segundo Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico com atuação em Curitiba, as redes sociais fazem com que os usuários mantenham uma forte autocrítica sobre si mesmo. "Muitas vezes, as pessoas não se contentam com serviços como o Photoshop para melhorarem suas fotos, pois sabem que a mudança só ocorre no ambiente virtual, e, por isso, cirurgias plásticas no nariz, pálpebras e transplantes de cabelo são cada vez mais comuns", comenta o médico.
Ele ainda fala que as mulheres se mostram mais propensas a fazer liftings faciais e rinoplastias, enquanto os homens estão mais preocupados com rugas e perda de cabelo. "As redes sociais têm exercido, cada vez mais, um papel relevante na vida dos jovens e de sua autoestima. As selfies podem ser um grande instrumento de aprendizagem e autoexploração, mesmo que isso signifique fazer algumas mudanças estéticas para que a pessoa se sinta melhor consigo mesma", finaliza o profissional.


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