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Plástica depois dos 60



No dia 1º de outubro será comemorado o Dia Internacional da Terceira Idade. Os avanços da medicina, a melhora das condições para viver nas cidades e a preocupação com qualidade de vida são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento da expectativa de vida e do número de idosos. No Brasil, as pessoas com 60 anos ou mais representavam 4,7% da população (3,3 milhões) na década de 60. Em 2010, o percentual subiu para 10,8% (20,5 milhões). Os dados são dos censos demográficos de 1960 e de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para aproveitar a melhor idade, muitos senhores e senhoras estão aderindo aos recursos da cirurgia plástica para se sentirem com ‘tudo em cima’. Mais ativos do que nunca - esportes, programas voluntários e trabalho são algumas das atividades que os mantêm ocupados -, os idosos de hoje também se preocupam mais com a sua aparência física. "Eles são mais saudáveis, tem melhores condições financeiras e são mais independentes do que antigamente. A vida social intensa os estimula a cuidar da saúde e do corpo", observa o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.

O rosto, os seios e a barriga são os principais alvos da plástica em pessoas que já alcançaram a terceira idade. Vaidosas, elas querem minimizar as rugas, a flacidez das mamas e diminuir a gordura localizada. "As mulheres se preocupam ainda com a pele do pescoço, região que denuncia o envelhecimento com mais intensidade, e os homens procuram se livrar da bolsa de gordura que se forma embaixo dos olhos. O rejuvenescimento é sempre o objetivo principal", destaca Pacheco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O botox é outro queridinho dos mais velhos. Por ser menos invasiva, não exigir anestesia e nem internação, a aplicação da toxina botulínica para preencher sulcos, rugas e marcas de expressão que deixam o rosto envelhecido é realizada sem medo. "O procedimento não deixa hematomas e proporciona bons resultados em menor tempo. As rugas do pescoço também podem ser suavizadas com a toxina. As aplicações podem ser feitas conforme a necessidade do paciente", esclarece o especialista, mestre em Princípios da Cirurgia utilizando o laser.

Mesmo com o desejo de ficar anos mais jovens, os idosos devem lembrar que os procedimentos estéticos possuem suas limitações e, por mais que a cirurgia seja executada perfeitamente, não será possível ter o mesmo rosto de 30 anos atrás, por exemplo. "O cirurgião visa dar contornos naturais e realizar uma intervenção que ofereça o menor risco possível para a saúde do paciente. O médico deve conversar abertamente sobre os resultados da operação e explicar que é preciso ter expectativas realistas para não se sentir frustrado após a plástica", ressalta.

Pacheco afirma que muitas pessoas que já passaram dos 60, 70, 80 anos continuam com a mente jovem e estão dispostos a melhorar o visual para se sentirem bem consigo mesmos. Neste fase, é fundamental que a saúde esteja tinindo e os cuidados com o organismo, especialmente no que diz respeito a alimentação e a prática de exercícios físicos, devem estar em dia. "A evolução da cirurgia plástica, tanto das técnicas quanto dos equipamentos utilizados, possibilitam intervenções menos invasivas e com recuperação mais rápida", aponta.

O médico acredita que as cirurgias plásticas podem trazer muitos benefícios na terceira idade e, como em qualquer outra etapa da vida, os procedimentos devem evitar os exageros. A beleza está na harmonia e no equilíbrio do corpo. "A plástica não irá reduzir a idade ou eliminar por completo as marcas do tempo, mas poderá deixar o indivíduo mais belo e de bem com a vida, refletindo na parte externa o que sente por dentro - a sua jovialidade", acrescenta Pacheco, proprietário da Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, em Curitiba (PR).