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Publicidade infantil

Proposta que proíbe a publicidade infantil não agrada empresários do setor
No começo de julho a Comissão de Defesa do Consumidor aprovou uma proposta que proíbe qualquer tipo de publicidade dirigida a menores de 12 anos e restringe as destinadas ao público adolescente, entre 12 e 18 anos. A proibição segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovada, deve passar por avaliação do Senado. Segundo Bud Distefano, publicitário e sócio-proprietário da agência de propaganda 4.3.3. Comunicação, esta é mais uma maneira absurda de censurar a publicidade brasileira.
Para o publicitário, o texto relatado pela deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG), que pretende proibir, entre outros fatores, a participação de crianças em peças publicitárias, com exceção daquelas de campanhas de utilidade pública, é radical e acaba ofendendo o meio publicitário. “Nós, empresários do setor, estamos realizando campanhas cada vez mais éticas, ao contrário do que vem sendo apontado. Não somos mocinhos nem bandidos. De que adianta não permitir propagandas voltadas para crianças e tolerar cenas mais fortes em novelas?”, indaga Distefano.
O especialista comenta que, hoje em dia, a grande maioria dos empresários do segmento cria campanhas que primam por uma apresentação verdadeira do produto ou serviço oferecido, considerando especialmente as características do público-alvo a que se destina. “Acho, sim, que devemos ter cuidado com a publicidade infantil. Porém, é ilusório achar que somos os grandes responsáveis pelo estímulo inadequado do consumo. Nas próprias escolas as crianças desejam ter aquilo que o colega comprou”, esclarece.
Distefano finaliza afirmando que todos os cuidados de nossos governantes para com as crianças são válidos. “O que não pode acontecer é uma perseguição acirrada contra a publicidade brasileira, mercado que movimenta bilhões por ano e emprega milhares de pessoas”, destaca.

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